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Você já tem uma estratégia para esta nova Black Friday?

Por Thiago Bacchin

O último trimestre já está em curso. Para marcas e varejistas, isso significa que é hora de se preparar para a temporada de compras de final de ano, em especial para Black Friday. Logo menos, chegaremos a décima edição do evento no Brasil, mas se engana quem pensa que adotar as mesmas estratégias que deram certo no passado seja o melhor caminho desta vez.

Anotem: a Black Friday 2019 será diferente de todas as outras.

Tradicional nos Estados Unidos, a data ganhou forma por aqui em 2010. Mas, diferentemente do país de origem, as promoções sempre foram muito mais voltadas ao ambiente online que ao varejo físico.

Ao longo dos anos, a Black Friday acabou se transformando em um dos momentos mais importantes para o e-commerce nacional. A Ebit aponta que, na primeira edição, o setor não movimentou mais que R$ 3 milhões. Já em 2018, o faturamento chegou a R$ 2,6 bilhões e atraiu 2,41 milhões de consumidores únicos.

À primeira vista, a conclusão que parece ser óbvia para garantir sucesso nesta edição será, mais uma vez, focar no online. É verdade, mas, fica o alerta, não será suficiente.

Podem observar: as pessoas não compram mais da mesma maneira.

O consumidor se tornou omnichannel

 

De acordo com uma pesquisa da Provokers encomendada pelo Google, esta será a primeira Black Friday em que as compras realizadas em lojas físicas devem se nivelar com as feitas pela Internet. O levantamento indica que 25% dos consumidores devem adotar um comportamento multicanal. Na edição anterior, este índice era de 7%, três vezes menos.

Vale destacar que, independente de onde seja concluída, a jornada de compras tende a começar no ambiente online. Segundo o estudo, dois em cada três brasileiros pesquisam na web antes de fechar negócio no comércio tradicional.

Mesmo para os consumidores que optarem pela compra virtual na Black Friday, as lojas físicas terão um papel muito relevante. A popularização da modalidade de entrega “Retire na Loja” deve ser um grande diferencial este ano. O relatório do Google revela que 39% dos compradores consideram a alternativa para escolher uma loja online e 24% esperam utilizar esse tipo de recurso durante o evento.

Ok, integrar online e offline então é a chave, mas como fazer?

 

Gestão em tempo real de dados é o ponto de partida. A prática é comum no ambiente online. Os times de e-commerce dos varejistas normalmente já têm profissionais e tecnologias direcionados para monitorar as transações enquanto são fechadas, o que permite reagir rapidamente e explorar ao máximo o potencial de vendas, subindo novas ofertas, corrigindo qualquer caminho promocional ou até mesmo de comunicação.

Este ano, o mesmo recurso será fundamental também para as lojas físicas. Muitos varejistas já controlam o faturamento offline em tempo real, só que, até então, o monitoramento ainda não tinha sido aplicado durante a data por não haver uma central de inteligência integrada com o e-commerce. Os famosos “war rooms” construídos pelas operações digitais devem evoluir para otimizarem ações também para as lojas físicas.

A gestão conjunta de dados nos dois ambientes será o diferencial para uma Black Friday omnichannel, possibilitando respostas mais rápidas a fim de garantir que nenhuma venda seja perdida, além, claro, de aumentar as taxas de conversão.

Com a integração de dados funcionando, agora, mais do que nunca, é a hora de investir em frentes de marketing O2O (online to off-line). Até aqui, o mais comum eram as campanhas exclusivamente online. Considerando que a jornada de compras deve começar, mas não necessariamente ser concluída pela Internet, é vital trabalhar estratégias digitais que conduzam o consumidor também para a loja física e não apenas para o e-commerce.

A estratégia pode variar de acordo com o tipo de estabelecimento. Recursos como formatos de campanhas de mídia que utilizam filtros de geolocalização, por exemplo, podem ser aplicados. O importante, ao longo do período promocional, é levar o cliente para dentro da loja.

Um mar de oportunidades

 

É fato: a Black Friday está consolidada no Brasil. Ela já faz parte do calendário sazonal do e-commerce e é sempre muito aguardada pelos consumidores. A data, ainda por cima, antecipa boa parte das compras do Natal. Ao ganhar força também no comércio físico, deve se firmar ainda mais como o principal dia de compras do país. As campanhas pré-Black Friday, inclusive, já começaram.

Vale lembrar que apesar dos altos índices de desenvolvimento ano a ano, as vendas online correspondem a apenas de 3% a 4% do varejo tradicional, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Sairá na frente quem estiver atento às mudanças de comportamento do consumidor.

Este artigo foi originalmente publicado no Meio & Mensagem.

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CEO

Thiago Bacchin

Fundador e CEO da Cadastra, é pioneiro em Search Marketing e Performance desde 1999.

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Lidera times e projetos de Performance para marcas globais como Vivo, Samsung e Salesforce desde 2005.

Web Push Notification: saiba mais sobre o novo formato exibido pela Microsoft no Windows 10

Novamente a Cadastra é um dos destaques na lista de Melhores Agências para se trabalhar no Brasil segundo o ranking do Great Place to Work. Saiba mais!

A partir do dia 08/08/2018, a Microsoft passou a exibir um novo formato de web push notification para os usuários do sistema operacional Windows 10 que utilizam a versão 68 do Chrome. Esses usuários começaram a ver as notificações do Chrome com o mesmo estilo das notificações padrão do sistema operacional.

Com essa mudança de estilo, houve uma inversão no layout da notificação. Agora a imagem fica localizada no cabeçalho da mensagem, já o ícone, o texto e o CTA ficam localizados na parte inferior da notificação. Esse novo formato mudará diretamente as estratégias do canal em relação à criação das imagens e o número de caracteres presentes no texto. Na versão original, a dimensão das imagens utilizadas era de 720 x 480 pixels, já na nova versão, para que as imagens sejam exibidas por completo, é recomendado que usem as dimensões de 720 x 355 pixels.

 

Legenda: Modelo original da notificação vs o novo formato apresentado pelo Windows 10

Além da novidade em relação à exibição, as mensagens agora ficam armazenadas na Central de Ações do Sistema, onde os usuários podem rever as últimas notificações que receberam no seu navegador.

Essa atualização vem de encontro ao recurso do Windows de silenciar notificações do sistema quando ativado o modo “Não Incomodar”, permitindo a partir de agora que o indivíduo não veja notificações em momentos em que mais precisa manter concentração, gerando assim uma melhor experiência do usuário. Além disso, a novidade também proporciona autonomia aos usuários que desejam cancelar o recebimento de notificações, exibindo agora em todos os web pushes o ícone de “Configurações”. Ao clicar, é possível acessar as “Configurações de Notificação do Chrome”, onde o usuário poderá fazer a gestão de todas as permissões de notificações que já concedeu no seu navegador e removê-las a qualquer momento.

Segundo Peter Beverloo, engenheiro de software do Google, um ponto negativo deste primeiro momento de mudança é que as notificações estão apresentando uma queda no CTR por se tratar de um novo formato, cenário que deve ser revertido à medida em que as pessoas se acostumarem com as notificações localizadas na Central de Ações.

Essa atualização está sendo liberada aos poucos para os usuários, mas mais da metade das pessoas que têm essa versão do Chrome já devem estar visualizando as notificações neste novo formato. Se você é um usuário do Chrome 68 e ainda não está usufruindo da novidade, você pode ativar as novas notificações manualmente, copiando no seu navegador o texto chrome://flags. Usuários que queiram reverter o novo modo de exibição das notificações e voltar ao formato antigo devem inserir no navegador a url chrome://flags/#enable-native-notifications, clicar em “Enabled” e, logo após, reiniciar o navegador.

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